41º29'39.09"N 7º31'25.56"W
O conjunto mineiro romano da Freguesia de Três Minas é talvez caso único na Europa.
De épocas posteriores existem provas documentais e trabalhos esporádicos, in loco, e desenvolvidos na década de 30 a 40 do séc. XX.
Painel informativo junto á entrada do complexo
Com o intuito da preservação do local surgiu a sua classificação em 1997, como Imóvel de Interesse Público.
Hoje em dia transformado no segundo parque arqueológico do país, depois de Foz Côa, e cujo equipamento inclui miradouros sobre as cortas, centro interpretativo, parque de lazer e palco para espectáculos.
Acredita-se que no futuro talvez não muito longínquo quiçá Património Mundial da Humanidade.
O conjunto mineiro abrange três locais de extracção, denominados de Lagos ou Cortas de Covas, Ribeirinha e Lagoinhos, com dimensões consideráveis e profundidade que ultrapassa 100 metros. Para o escoamento das águas e transporte foram abertas, transversalmente à orientação do filão, várias galerias.
Escavações recentes revelaram entretanto novas descobertas!
Em 2008, a mais importante foi a necrópole romana e com várias ossadas daquele período histórico. O achado constitui uma das maiores descobertas feitas em Trêsminas. Aqui foi encontrada uma moeda de prata que ajuda a situar o início da exploração romana, entre os achados.
Em 2007, foram descobertas moedas de cobre, mós, pilões, cerâmica fina, pesos de tear, candeias, inscrições romanas, peças de jogo ou cálculo, tégulas e muita cerâmica indígena. Foi ainda descoberta uma vala de transporte de água para as lavarias das minas. Pela vala era transportada água a partir de duas barragens localizadas em Tinhela de Baixo para uma cisterna que abastecia o povoado, e as lavarias onde se procedia ao esmagamento das pedras e posterior decantação ou separação dos detritos do ouro
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